Recebemos em nosso espaço os quatro títulos mais recentes da Editora Imaginário relacionados ao anarquismo. Lançados este ano, os lançamentos foram doados pelo companheiro Alexandre Samis, do Núcleo de Pesquisa Marques da Costa.

Abaixo, segue um detalhamento sobre o que se trata cada livro, que já podem ser consultados na Biblioteca Social Fábio Luz.

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Título: O Anarquismo e Os Sindicatos Operários
Autor: Fernand Pelloutier
Editora: Editora Imaginário/Instituto de Estudos Libertários
Ano: 2013
Idioma: Português
Páginas: 142

Neste livro, Fernand Pelloutier, nome de grande importância para o anarquismo devido à sua importante influência no sindicalismo revolucionário, fala sobre a importância dos anarquistas estarem inseridos nos sindicatos de forma a divulgar os ideais libertários entre os trabalhadores.

“Que os homens livres entrem, portanto, no sindicato, e que a propagação de suas idéias prepare ali os trabalhadores, os artesãos da riqueza, a compreender que eles devem cuidar de seus próprios interesses, e, em seguida, aniquilar, chegado o dia, não só as formas políticas existentes, mas qualquer tentativa de reconstituição de um novo poder. Isso mostrará aos autoritários quão justificado era seu temor, disfarçado em desdém, do “sindicalismo” e quão efêmera sua doutrina, desaparecida antes mesmo de ter podido afirmar-se!” (Retirado da contracapa do livro)

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Título: O Marxismo e A Ditadura
Autor: Jan W. Makhaiski/Anatol Gorelik/Daniel Guérin/Ronald Creagh/Joel Gochot
Editora: Editora Imaginário/Instituto de Estudos Libertários
Ano: 2013
Idioma: Português
Páginas: 110

Neste livro, diversos autores analisam a relação intrínseca entre o marxismo e a ditadura.

“O marxismo, pretensamente depurado do oportunismo da social-democracia, revela, contudo, seu velho pendor, próprio a todos os peroradores socialistas, a nutrir os operários com fábulas e não com pão. O marxismo revolucionário, comunista, retirado da poeira acumulada desde longas décadas, defende sempre a mesma utopia democrática: o poder absoluto do povo, conquanto este esteja mergulhado na servidão, na ignorância e na escravidão econômica.

Tendo obtido sua ditadura, e decidido a realizar um regime socialista, o marxismo bolchevista não se desfez do velho costume marxista de sufocar a “economia” operária pela “política”, distrair os operários da luta econômica e subordinar os problemas econômicos às questões políticas” Jan W. Makhaiski (Retirado da contracapa)

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Título: Stirner e Nietzche
Autor: Albert Lévy/Bernd A. Laska
Editora: Editora Imaginário/Expressão & Arte Editora
Ano: 2013
Idioma: Português
Páginas: 143

Este livro possui textos onde os autores procuram analisar uma possível relação entre as ideias de Nietzche e Stirner, tentando verificar uma influência do segundo sobre o primeiro.

“Por volta de 1890, começou-se a falar na Alemanha de duas filosofias que não admitiam nem o altruísmo moral, nem a solidariedade social. Stirner, que não havia gozado em vida senão de uma efêmera glória, acabara de ser ressuscitado por um discípulo fanático, John Henry Mackay, que via no autor de O Único e sua Propriedade o teórico do anarquismo contemporâneo.

Por outro lado, Nietzsche, por tanto tempo “inatual”, impunha-se à opinião pública no momento mesmo em que a enfermidade triunfava definitivamente sobre sua razão, e tornava-se pouco a pouco um dos favoritos dessa moda européia que ele havia tão duramente julgado.

Era natural que aproximassem os nomes desses dois filósofos, cujas idéias opunham-se tão claramente às idéias correntes; habituou-se a ver em Stirner um precursor de Nietzsche. Mas há motivo para nos perguntarmos se esse hábito é justificado. De início, é verdade que Stirner teve uma influência sobre Nietzsche? É justo, em seguida, considerar suas filosofias como dois sistemas análogos e animados do mesmo espírito? É legítimo aproximar Nietzsche de Stirner, e falar de uma corrente individualista, anarquista ou imoralista?” Albert Lévy (Retirado da contracapa)

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Título: Individualismo e Anarquismo
Autor: E. Armand/Eugen Relgis/Manuel Devaldés
Editora: Editora Imaginário/Instituto de Estudos Libertários
Ano: 2013
Idioma: Português
Páginas: 95

Neste lançamento, diversos autores procuram relacionar as ideias individualistas com o anarquismo.

“Há poucas palavras que sejam mais diversamente interpretadas do que esta: “individualismo”. Por conseqüência, há poucas idéias mais mal definidas do que aquelas representadas por esse vocábulo. A opinião mais disseminada, e que as obras de ensino popular encarregam-se de confirmar, é que o individualismo é um “sistema de isolamento nos trabalhos e nos esforços do homem, sistema cujo oposto é a associação”.

Nisso é preciso reconhecer a concepção vulgar do individualismo. Ela é falsa e, além do mais, absurda. É verdade, o individualista é o homem “só”, e não se o pode conceber de outra forma. “O homem mais forte é o homem mais só”, disse Ibsen. Em outros termos, o individualista, o indivíduo mais consciente de sua unicidade, que melhor soube realizar sua autonomia, é o homem mais forte. Mas ele pode ser “só” no meio da multidão, no seio da sociedade, do grupo da associação etc., porque ele é “só” do ponto de vista moral, e aqui esta palavra é sinônima de único e autônomo. O individualista é, assim, uma unidade, em vez de ser como o não-individualista uma parcela de unidade.” Manuel Devaldés(Retirado da contracapa)