Recebemos, recentemente, um excelente livro sobre militantes do movimento Mujeres Libres, que existiu durante a Revolução Espanhol. O livro pode ser consultado na Biblioteca Social Fábio Luz 
mujeresdetemple

Título: Mujeres de Temple
Autor: Sara Berenguer
Editora: L’Eixam Edicions – Colección Roja y Negra (Espanha)
Ano: 2008
Idioma: Espanhol
Páginas: 357

Sara Berenguer Laosa, filha do militante anarquista Francisco Berenguer, foi uma das principais figuras do movimento anarquista espanhol “Mujeres Libres” (Mulheres Livres), durante a Revolução Espanhola. As Mulheres Livres foram um movimento composto apenas por mulheres que lutaram, não só pela revolução entre os anos de 1936 e 1939, mas também pelos direitos das mulheres.

Neste livro, Sara deu voz a diversas militantes entre as milhares que participaram ativamente da organização e atuação do movimento. Diversas mulheres anônimas que foram parte das Mulheres Livres, mas a história nunca as citou, puderam narrar e descrever suas experiências naqueles anos.

Abaixo, há um documentário chamado “Sara, Una Mujer de Temple” que contém a última entrevista de Sara, antes de morrer, em 2010 na França.

Há, também, um documentário do mesmo produtor da entrevista acima, que conta um pouco sobre as Mujeres Libres. O trailer do filme “Indomables – Una Historia de Mujeres Libres encontra-se abaixo.

“A ti, mulher, manancial da vida.

Este livro é dedicado a todas as mulheres que lutaram pela liberdade e pela emancipação feminina, a todas as que foram humilhadas, às espancadas, às presas e assassinadas pelo franquismo, às que caíram nos campos da morte nazistas e a todas as que sofrem a opressão do machismo ciumento e possessivo.”

(Agradecimentos do livro, por Sara Berenguer)

“Todas as “Mujeres de Temple” merecem nossa admiração e nosso respeito. Porém, para mim, o grande mérito deste livro é o de ter dado a palavra a mulheres que, sem ele, nunca haviam podido falar de suas vivências e transmití-las. Confesso que os testemunhos destas mulheres tão simples me emocionaram muito.

É importante ter em mente que a história não se escreve unicamente com datas e nomes conhecidos. São também homens e mulheres anônimas que a escreve, cada um em seu lugar, sem deixar desviar sua consciência pelas circunstâncias. Estas mulheres deixaram uma impressão de contraste pela resolução de situações dramáticas, perigosas, complexas e insólitas frente as quais todas elas fizeram frente com valor, lisura e honestidade por suas convicções e amor.”

(Prólogo por Carmen Salvadora Guillén)

“Sara Berenguer Laosa (Barcelona 1919). Filha de operários, em hulho de 1936, ao estourar a revolução que mudou o sinal do golpe fascista em Barcelona, ocupará diversos cargos na CNT-FAI, militância que alternará con os trabalhos de alfabetização, como o de professora popular no Ateneo Cultural de Los Corts e as atividades culturais das Juventudes Libertárias.

No transcurso da guerra se incorpora na Sección del Combatiente da SIA (Solidaridad Internacional Antifascista). Toma parte de várias delegações de Mulheres Livres, que visitam a frente e os hospitais de sangue e é elegida para ocupar o secretariado de propaganda regional da organização. Ao final de janeiro de 1939 abandona Barcelona e parte pro exílio – que duraria 37 anos. Pouco depois, seu companheiro, Jesus Guillén, se reunirá com ela e juntos militarão no clandestino Movimiento Libertario Español e na Resistência Francesa.”

(Texto retirado da contracapa)