Nos últimos dias, foram adicionados ao catálogo da Biblioteca Social Fábio Luz mais alguns livros editados em terras europeias, sendo a maioria em Portugal e um na Itália.  Desta vez, os livros foram doações de companheiros que viajaram à Portugal e trouxeram alguns exemplares para enriquecer nossas prateleiras.

Dentre as novas aquisições, há inclusive uma de mais de 100 anos: o livro O Anarchismo, tradução do original de Paul Eltzbacher, editado em Lisboa, em 1909. Mais detalhes sobre os livros abaixo.

Título: Anarquistas Republicanos e Socialistas em Portugal – As Convergências Possíveis (1892 – 1910)
Autor: António Ventura
Editora: Edições Cosmos (Portugal)
Ano: 2000
Idioma: Português
Páginas: 334

“Neste livro estudamos as relações entre republicanos  anarquistas e socialistas em Portugal nos últimos anos de oitocentos e nos primeiros do presente século, numa colaboração que se revelou vital na preparação da revolução republicana, tanto na sua vertente de propaganda como da organização prática. Personalidades, organizações específicas ou híbridas, polêmicas travadas na imprensa, todo um fervilhar que quase passou despercebido a muitos que se debruçaram sobre estes anos tumultuosos de mudança na história de Portugal.” (Texto retirado da orelha do livro)

Título: O Anarchismo
Autor: Paul Eltzbacher
Editora: Typographia de Francisco Luiz Gonçalves (Portugal)
Ano: 1909
Idioma: Português
Páginas: 240

Neste livro clássico sobre o anarquismo, o autor percorre diversos autores que teorizaram sobre o anarquismo e outros que, apesar de possuírem algumas proximidades, nunca se auto-proclamaram anarquistas. Eltzbacher vai desde Proudhon, Bakunin e Kropotkin – três dos mais conhecidos autores anarquistas – até Stirner e Godwin, passando até por Tolstoi.

Título: Erros e Contradições do Marxismo
Autor: Varlan Tcherkesoff
Editora: Cooperativa Cultural Editora Fomento Ácrata (Portugal)
Ano: 1909
Idioma: Português
Páginas: 112

O título do livro é auto-explicativo. Utilizando pensadores marxistas como o próprio Marx e Trotsky, o auto aponta as contradições do marxismo, opondo teoria e prática.

Título: A Revolução Social e a Sua Interpretação Anarquista
Autor: José Correia Pires
Editora: Agência Portuguesa de Revista
Ano: 2011
Idioma: Português
Páginas: 66

“O anarquismo não é um movimento que se isole e é na associação, sindicatos e cooperativas, extratos sociais onde a ideia da libertação mais facilmente ecoa, onde mais exerce sua atividade e maior número de adeptos recruta. Em regimes ou clima onde a liberdade de associação e de pensamento não se viva, as ideias de liberdade se eclipsam, a tomada do poder se desenvolve e arreiga na maioria dos espíritos, os partidos políticos proliferam… A política desagrega e regra geral motiva conflitos; a associação aglutina e torna solidários seus associados, solidariedade que se espalha e cativa o ambiente social, tornando-o acessível a outros setores, cataliza os elementos fundamentais da Revolução.

Os anarquistas, não possuindo propriamente um programa imediatamente à revolução, têm, no entanto, pressuposto o que a experiência aconselha e as ciências humanas nos ensinam. Não confundindo Estado com sociedade, os anarquistas visam imediatamente a destruição do Estado mas preservam todos os elos de relação social, ao mesmo tempo que fortalecem e desenvolvem todos os organismos de produção e consumo, imprimindo-lhes uma dinâmica e uma ambiência autenticamente libertária.

Ninguém duvida da viabilidade de um sindicato, uma comuna, uma cooperativa, qualquer comunidade artística ou de recreio se poder administrar ou reger por princípios libertários, e quando nos estatutos de tais comunidades se estabelece para todos iguais deveres e direitos e o seu poder deliberativo esteja radicado na soberania das assembleias, quer simplesmente dizer que o mesmo sentido se pode e deve imprimir, qualquer que seja a importância ou grandeza de qualquer coletividade. A própria autoridade tem um sentido de grandeza que se pode reduzir ou aumentar, indo da mais feroz autocracia à democracia mais liberalizante e progressiva.” (Texto retirado do livro)

Título: Il Proletriato Militante
Autor: Anselmo Lorenzo
Editora: Edizioni Della Rivista <Anarchismo>
Ano: 1978
Idioma: Italiano
Páginas: 340

Tradução italiana do original “El Proletariado Militante – Memorias de Un Internacionalista, em espanhol. Neste livro, Anselmo Lorenzo, um dos mais importantes anarquistas espanhóis, apresenta suas memórias e reflexões de uma vida pautada na luta libertária.

Dentre suas principais atuações, destacam-se a participação na Escola Moderna, junto a Ferrer y Guardia, e sua participação na fundação da Confederação Nacional do Trabalho, a CNT.