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Hoje iniciamos uma série de postagens periódicas onde publicaremos detalhes sobre novas aquisições da Biblioteca Social Fábio Luz, sejam livros, jornais, revistas e etc.

Esta primeira postagem é sobre o livro “Anarquismo y Política”, uma biografia do anarquista italiano Camillo Berneri, escrita por Stefano d’Errico.

Título: Anarquismo y Política – El «Programa Mínimo» de los Libertarios del Tercer Milenio – Relectura Antológica y Biográfica de Camillo Berneri
Autor: Stefano d’Errico
Editora: Federação Provincial de Sindicatos de Álava, Sindicato Único de Burgos da CGT, Confederação de Euskadi da CGT, Fundação Salvador Seguí de Madrid
Ano: 2012
Idioma: Espanhol
Páginas: 758

“Esta obra nega qualquer intenção de fazer compatíveis a revolução e a ortodoxia. A contínua verificação dos postulados e o estilo antidogmático do intelectual anarquista italiano Camillo Berneri (aluno de Gaetano Salvemini e Antonio Gramsci) indicam a preocupação de afirmar a primazia da ética sobre a política.

Berneri se posiciona contra a autonomia da política. Aos liberais, diz-lhes que não há autodeterminação sem equidade. Aos herdeiros de Marx, que não pode existir igualdade sem liberdade. Os meios condicionam o fim.

Berneri lutou contra o capitalismo, o fascismo e todas as formas de “razão de estado” (bolchevismo incluído). Perseguido por Mussolini desde 1926 até seu exílio, foi assassinado na Barcelona revolucionária de 1937 pelos matadores de Stalin. Berneri se atreveu a escrever em defesa do POUM, perseguido por Moscou, enquanto se desenvolviam “os acontecimentos de maio”.

O rigor de Berneri o situou em colisão com todos os ideologismos. Interessou-se por psicologia condenando a demagogia, a operariolatria e o antissemitismo da esquerda. Não criou ilusões sobre a palingenesia revolucionária ou a “espontânea” justiça das massas. Destacou a diferença entre autoritarismo e autoridade. Denunciou a codificação dos critérios táticos elevados a princípios dogmáticos. Berneri se posicionou contra o positivismo dominante e a religião da ciência. Declarou-se experimentalista, humanista e agnóstico. Lutou para afirmar a liberdade religiosa.

Berneri mostra aos anarquistas a necessidade de um projeto, posicionando-se contra o paradoxal “seguidismo”, resultado da falta de estratégia política (violação do princípio ético da responsabilidade). Assinala a antítese estado-sociedade, dá valor ao associacionismo e à instituições livres da sociedade civil, ao comunalismo, ao federalismo e, como instrumentos, ao anarcosindicalismo e a uma organização libertária com identidade coletiva. Fomenta o gradualismo adequado às batalhas de opinião e às necessárias alianças contra todo totalitarismo.” (Texto extraído da contra-capa do livro)